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CICLO DE CONFERÊNCIAS APP 2020

9 de Outubro, “Eleições nos Estados Unidos: Alternativas de Futuro”, Dr. Álvaro   Vasconcelos

A Federação dos Estados Unidos da América terá as eleições presidenciais no dia 3 de novembro de 2020. Ano que corresponde ao último mandato de Donald Trump. Presidente da primeira potência económica, cultural e militar do mundo.

No país anfitrião da sede das Nações Unidas e o líder da maior organização militar – OTAN – nenhuma política principal dos EUA ficou intocada neste mandato de Trump. A promessa de “drenar o pântano” e a negociação dos interesses americanos foi sistematicamente anunciado ao ritmo de tweets.

O mais próspero período económico dos EUA virou subitamente para uma crise económica comparada com o tempo do “dust bowl”. No país líder, a conflitualidade é maior do que nunca e a incerteza alimenta expectativas sobre um futuro alternativo, com Trump ou Biden. A escolha que for feita nas urnas não deixará de moldar profundamente o futuro imediato e, mais importante, as décadas vindouras.

O Professor Álvaro de Vasconcelos um dos mais argutos observadores da sociedade americana vista a partir da Europa. Vai dar-nos a sua visão destas eleições e das suas consequências para o mundo.

19 Novembro, “A Nova Ordem Sino-Americana, Mas Não Só”, Professor Luís Tomé

A região da Ásia-Pacifico espalhada em torno da grande bacia oceânica que banha quatro continentes e é hoje o centro de gravidade da produção de bens da economia mundial e concentra mais de 40% da população mundial.

Aqui se situam países como a China, a Coreia do Sul, a Rússia, o Japão, a Austrália, a Indonésia e até Timor-Leste. Uma diversidade económica, cultural e militar imensa. Na Segunda Guerra Mundial os países asiáticos sofreriam  consequências devastadoras. Após a Segunda Guerra Mundial foi palco de grandes e prolongados conflitos terrestres, no Vietname e na Coreia, por procuração ou envolvimento direto de vários países e organizações liderados pela França, Nações Unidas, EUA, URSS e China.

A potência dominante atual, os Estados Unidos, confronta-se com os múltiplos desafios colocados pela emergência da China e pela duradoira estagnação do seu principal aliado, o Japão. A rivalidade dos EUA com a URSS não terá paralelo com a China. O futuro da Ásia-Pacífico é inseparável do futuro do planeta.

O Professor Luís Tomé, o grande especialista português nesta temática, apresenta-nos a sua visão do futuro desta região.

11 de Dezembro, “A Resiliência da China e a Cooperação entre Parceiros Económicos na Nova Rota da Seda para além das Divergências Ideológicas”, Professora Fernanda Ilhéu

A Nova Rota da Seda ligando a China aos seus parceiros comerciais por mar e por terra, é a resposta estratégica chinesa à necessidade de se abrir cada vez mais longe e de forma mais profunda. A procura de rotas seguras de abastecimento em matérias-primas críticas, como hidrocarbonetos, soja, metais e terras raras, e de exportar os bens que produz.

A diplomacia chinesa está a enfrentar resistências crescentes, quer por influência diplomática dos EUA, quer pelo comércio internacional pós-covid.

O conflito não é benéfico para a abertura cultural da própria China e a rota da seda será uma entre muitas iniciativas para fomentar o comércio que propiciam prosperidade, que a todos beneficie.

A ligação ferroviária com a Europa termina em Madrid, deixando Portugal de fora de um dos mais importantes canais comerciais do mundo. Portugal tornou-se parceiro da Nova Rota da Seda, mas a posição atual de Portugal marcadamente norte atlântica dificulta a concretização de projetos com este país imenso e com o qual temos relações de amizade privilegiadas há cerca de 500 anos.

A Professora Fernanda Ilhéu fala-nos do futuro desta rota comercial face aos desafios que hoje se lhe colocam no contexto internacional.